Artigo de João Sevilhano na Revista Pessoal de Abril de 2014

A EEC, através do seu director pedagógico, João Sevilhano, respondeu ao desafio da Revista Pessoal ao produzir um artigo sobre as vantagens do coaching executivo para o Especial RH dedicado ao coaching da edição de Abril de 2014 da revista.

Poderá também ler o artigo online aqui, juntamente com os restantes conteúdos da revista, uma vez partilhada a edição referida.

Partilhamos o artigo.

Desenvolver a dimensão humana nas lideranças com o Coaching 

A revista Pessoal falou com João Sevilhano, Diretor Pedagógico da Escola Europeia de Coaching sobre as vantagens que o coaching nos pode trazer. Além de detecção de paradigmas e do apuramento do sentido de responsabilidade, o “trazer de volta das grandes perguntas para as conversas”, é um aspecto importante para o desenvolvimento profissional e também pessoal dos que utilizam esta ferramenta de gestão de pessoas.

São muitas as vantagens que a correta utilização do coaching pode trazer a quem o faz e às empresas que apostam nele como ferramenta de gestão de pessoas. Pedimos apenas que nos elencassem três dessas vantagens, as que considerassem mais importantes. João Sevilhano indicou-nos as que se seguem:

“A devolução ou aquisição do sentido de responsabilidade: entendemos aqui responsabilidade como a capacidade para responder às solicitações e desafios do contexto, idealmente através da aplicação de uma ‘sabedoria prática’, no sentido aristotélico;

Detetar paradigmas: o coaching configura-se como uma metodologia útil para ajudar a que os indivíduos, as equipas e as organizações adoptem uma postura crítica em relação a si próprios e ao contexto onde se inserem. Crítica que pretende ser construtiva, que não deixa de desafiar o status quo, e que procura que as mudanças e aprendizagens sejam sustentáveis; E, finalmente, ‘trazer de volta as grandes perguntas para as conversas’: num mundo onde a mudança é uma constante e que exerce grandes pressões e exigências, o coaching pode representar um movimento de reclamação de direitos ‘perdidos’ ou subvalorizado como, por exemplo, o direito ao tempo para a reflexão, para a elaboração e contemplação, fases imprescindíveis para o desenvolvimento e aprendizagem em qualquer contexto.”

Ao longo dos últimos anos são muitos os casos práticos que a Escola Europeia de Coaching tem acompanhado, por isso, escolher um deles não era fácil, não obstante, João Sevilhano, relatou-nos um caso com uma Diretora-geral, de uma grande empresa que tinha como primeiro objectivo a aproximação desta líder à sua equipa, ou seja, o desenvolvimento e aplicação de uma dimensão humana na sua liderança; os resultados foram notáveis: “Recentemente terminámos um processo com uma Diretora-geral de uma empresa multinacional com presença em Portugal que apresentava resultados operacionais extraordinários, tendo em conta a conjuntura económica.

As expectativas da organização para este processo sempre foram claras e apontavam para um de- senvolvimento das competências de liderança, nomeadamente da capacidade de envolver a equipa através de mudanças nas dinâmicas de relacionamento interpessoal.

Para a própria cliente, além dos resultados esperados pela organização, havia também um desejo de trabalhar o equilíbrio entre a “vida pessoal” e a “vida profissional”. Com o decorrer do processo de coaching, tornou-se claro para a cliente que as expectativas da organização, da sua hierarquia, e os seus próprios objetivos para o processo estavam ligados. Através da exploração desta ligação, verificaram-se aprendizagens e mudanças sentidas como significativas, nas palavras desta cliente — ‘(...) principalmente, estou orgulhosa de como vivo hoje cada dia.... Foi realmente um processo com resultados muito positivos’. Além desta dimensão pessoal, um dado curioso e não contemplado nas métricas definidas para avaliar o impacto deste processo, foi uma melhoria nos resultados ao inqué- rito de satisfação dos colaborado- res, realizado após o término do trabalho de coaching, destacando-se a avaliação da direção, da nossa cliente.”

São estes exemplos que nos levam a acreditar que o coaching é mais do que uma moda no mundo da gestão de pessoas - quando os processos são bem conduzidos os resultados não podem deixar de ser positivos.