No coaching e na vida, o difícil é não dar conselhos e soluções

O nosso colega Alfredo García-Castrillón, Director Académico da EEC Madrid, oferece-nos a sua clarividência, humildade e autenticidade num artigo em que explora uma dos factores distintivos do coaching e da EEC: não dar conselhos nem soluções.

A arte e ciência do coaching estão na forma como as intervenções do coach ajudam a criar um contexto propício para que o coachee (cliente) possa descobrir e desenvolver os percursos em direcção aos seus objectivos e à superação dos seus desafios.

O coach, na sua incontornável não-neutralidade, valoriza as opiniões, escolhas e perspectivas do seu coachee, mais do que as suas próprias, esforçando-se para não julgar a pessoa e o caminho que esta escolhe e/ou encontra. Um coach faz tudo isto de forma consciente e propositada, é essa a sua intenção e compromisso.

Esta atitude, esta postura, esta forma de ser, não é, contudo, natural ou automática para grande parte das pessoas. Implica treino, prática, sabedoria e auto-conhecimento.

É no contacto e no trabalho sobre as suas próprias vulnerabilidades que o coach encontra espaço para poder estar ao serviço, de forma autêntica e genuína.

Para ler, em espanhol.